Escrito por Revista Época - 04/07/06 12:53:32
Reféns do PCC
Finalmente, o secretário da Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ferreira Pinto, reconheceu que a situação dos funcionários do sistema prisional é "crítica". Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, ele chegou a defender um pedido dos agentes: o direito de andar armados nas ruas. A suposta "solução" seria uma tentativa de aplacar a crise de insegurança vivida pelos funcionários. Mas isso não resolve o problema, segundo especialistas. E só mostra o quanto o Estado está despreparado para lidar com a questão. Segundo Sérgio Mazina, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), andando armados nas ruas, os agentes não estariam seguros. "Permitir a um servidor público andar armado é lhe dar um poder absurdo de vida e morte. Fora isso, essas pessoas não estão preparadas para usar armas. A chance de sobrevivência delas em uma emboscada feita pelos bandidos também é mínima", afirma. E se os agentes andassem armados dentro das cadeias, seriam ainda mais vitimados pelos bandidos. "Na primeira oportunidade, eles teriam as armas tomadas e seriam assassinados", diz. Na edição que está nas bancas, Época traz uma reportagem sobre o pavor dos agentes penitenciários. Funcionários da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e carcereiros, ligados à Secretaria da Segurança Pública, viraram caça de bandidos em São Paulo. Pelo menos 16 deles foram mortos desde maio, supostamente a mando do PCC, facção que controla as prisões do Estado. Só nos últimos seis dias, houve quatro assassinatos.
(Paloma Cotes e Solange Azevedo)
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Escrito por Revista Época - 04/07/06 17:33:45

Sob controle
Finalmente o ex-secretário de Educação de Geraldo Alckmin, Gabriel Chalita, vai entrar na campanha tucana. Esta semana ele deve integrar a equipe de técnicos do PSDB, PFL e PPS que elabora o programa de governo do candidato. Chalita não é bem-vindo na turma, mas foi chamado porque os tucanos avaliaram que é melhor tê-lo por perto, sob controle, do que solto por aí tentando mostrar serviço. Chalita é amigo pessoal da mulher do candidato, Lu, de quem escreveu a biografia. Apresenta-se como amigo próximo de Alckmin e autor de 39 livros.
(Leandro Loyola)
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