Escrito por Época - 15/05/06 12:04:36
Confiança
O senador José Jorge (PE) está certo de que será escolhido pelo PFL para ser o vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin. "Como todo bom candidato, acho que vou ganhar", disse. A eleição está marcada para esta quinta-feira. O oponente de José Jorge é outro nordestino, o potiguar Agripino Maia. Há quase três meses o partido vinha adiando a indicação de um nome em virtude de desentendimentos internos.
Murilo Ramos
Escrito por Época - 15/05/06 14:49:39
Anti-terror
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, reúne-se às 18 horas com governador de São Paulo, Cláudio Lembo, no Palácio dos Bandeirantes. Vão discutir o combate ao terror que domina o Estado. O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, estará presente.
Matheus Machado
Escrito por Época - 15/05/06 14:51:38
Com gás, sem hidrelétricas
Graças à investida do presidente Evo Morales contra o capital estrangeiro, dois projetos de hidrelétricas que poderiam beneficiar a Bolívia deverão morrer no papel. As usinas de Guajará-Mirim (binacional) e Esperanza, em território boliviano, fazem parte do Complexo do Rio Madeira, empreendimento idealizado por Furnas e pela empreiteira Odebrecht. Além da geração de energia as obras poderiam, a partir da construção de eclusas, criar uma hidrovia que ligasse o Estado de Rondônia ao Oceano Pacífico, atravessando a Bolívia e Chile. A obra ajudaria os bolivianos e os produtores de soja da região Centro-Oeste a escoar a safra. Hoje a maior parte dos grãos é transportada até os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) para ser exportada. Um especialista em energia do governo ouvido por Época afirmou que esses dois projetos deveriam ser usados nas negociações em torno do gás natural boliviano. "A gente poderia usá-los como instrumento de barganha. Mas pelo jeito não terão essa serventia. É uma pena", diz.
Murilo Ramos
Escrito por Época - 15/05/06 15:21:36
Queda-de-braço
Pesquisas mostram que o problema da segurança pública será tema forte na campanha eleitoral. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a segurança em São Paulo é uma boa oportunidade para o presidente Lula reconquistar a popularidade no Estado. Daí a orientação para que o ministro Márcio Thomas Bastos insista na oferta de tropas federais ao governo paulista. A coligação tucano-pefelista que comanda o estado ainda resiste, tenta mostrar que não precisa do governo federal para controlar o levante da bandidagem.
Andrei Meireles
Escrito por Revista Época - 15/05/06 19:28:27
SEM INGENUIDADE CONTRA O TERROR

O Estado de São Paulo viveu hoje seu dia de maior terror. Criminosos promoveram mais ataques a agentes de segurança do Estado,incendiaram ônibus e alvejaram agências bancárias, ampliando o medo na capital. Um toque de recolher informal fez as empresas dispensarem os funcionários às 17h. Escolas liberaram os alunos. Com os próprios policiais na mira dos bandidos, a população se sentiu indefesa. Com razão. Desde sexta-feira, foram registrados 180 ataques, com 80 mortos. Segundo a polícia, 39 agentes da lei foram mortos. E 38 suspeitos dos ataques também.
Mas o que está ocorrendo precisa ser colocado sob perspectiva.
O monstro do PCC, que domina as penitenciárias paulistas e controla parte do crime do lado de fora, está reagindo porque se sentiu ameaçado. O que provocou o PCC foi uma medida, em princípio positiva da Secretaria de Administração Penitenciária. Os presos reivindicavam alguns benefícios, como expansão dos direitos de receber visitas íntimas e banhos de sol para os que estão em regime disciplinar diferenciado (RDD). O RDD é justamente o sistema mais seguro que a administração penitenciária aplica aos presos mais perigosos ou que cometeram falhas graves dentro do sistema. Na prática, também é o sistema aplicado para tentar reduzir a comunicação de líderes do PCC na cadeia. Como forma de protesto e pressão, o PCC planejava uma onda de rebeliões nas cadeias no Dia das Mães. Mas a administração penitenciária descobriu o plano e tentou desarticular o movimento, antecipando na sexta-feira, dia 12, a transferência de alguns líderes do PCC de diversas cadeias para a penitenciária de Presidente Venceslau. Lá, estariam sob o regime de segurança máxima. Aparentemente, foi esse o estopim para os ataques terroristas do PCC.
Por outro lado, as Secretarias de Administração Penitenciária e de Segurança Pública falharam ao subestimar o impacto da reação criminosa. Há relatos de que os delegados que investigam o PCC teriam interceptado faxes de comunicação da facção criminosa, indicando a extensão dos ataques terroristas contra os policiais e a população civil. Apesar disso, ao que parece, as delegacias não tiveram segurança reforçada, as tropas não estavam de alerta e não havia nenhum plano de contingência.
O Estado deve prosseguir para quebrar a espinha dorsal do PCC nos presídios. Ações como a transferência de líderes, que podem reduzir o poder do PCC dentro da cadeia, naturalmente provocarão reações da organização criminosa. E o Estado deve insistir nelas. Com terroristas, não pode haver negociação. Mas os ataques dos últimos dias mostram que não é possível ser ingênuo com uma organização como essa. Cada vez que o PCC se sentir atingido, ele reagirá.
Escrito por Época - 16/05/06 11:22:23
Mais prazo para Dantas
Ficou para amanhã a reunião da CPI dos Bingos que vai decidir a convocação do banqueiro Daniel Dantas para falar sobre supostas contas bancárias do presidente Lula no exterior. Os governistas alegaram compromissos em outras comissões para adiar a reunião. Como a disputa por votos dentro da CPI é muito acirrada, a oposição acredita que ganhou tempo para assegurar a vinda de Dantas. Para discutir a estratégia, o presidente Efraim Morais (PFL-PB) e o relator Garibaldi Alves (PMDB-RN) se reúnem hoje à tarde.
Matheus Leitão