Escrito por Época - 05/05/06 12:15:36
Calendário pró-Lula
O programa nacional de 20 minutos que, segundo os tucanos, servirá para "nacionalizar" o nome de Geraldo Alckmin vai ao ar no dia 22 de junho, duas horas e meia depois do jogo Brasil x Japão, o último da seleção na primeira fase da Copa do Mundo. Até agora, poucos tucanos se deram conta disso, mas trata-se de uma péssima notícia para o candidato. Em dia de jogo do Brasil, quem vai ficar ouvindo político na TV?

Mas ainda pode ser pior. Em muitos locais do Nordeste, onde a situação de Alckmin é desesperadora, a tradiconal festa de São João também começa na noite do dia 22 de junho, uma quinta-feira. No horário do programa, portanto, muita gente já estará no forró, pulando fogueira. As datas dos programas de rádio e TV de cada partido foram sorteadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Ricardo Mendonça
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Escrito por Época - 05/05/06 16:06:28
Tudo é relativo
Quem acha a campanha do tucano Geraldo Alckmin tem problemas devia prestar atenção às agruras do ex-presidente do STJ Edson Vidigal (PSB). Candidato ao governo do Maranhão, Vidigal tem pouco mais de 1% nas pesquisas de inteção de voto e acaba de ser denunciado pelos adversários por ter três certidões de nascimento. Dois assessores seus foram condenados na semana passada por fraudar o INSS. No último fim de semana, quando viajava no avião de um compadre para Imperatriz, no sul do Estado, o ex-ministro quando foi surpreendido pela apreensão da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Faltavam revisões do equipamento e o pagamento de taxas aeroportuárias. Para piorar, o deputado Ribamar Alves, presidente do PSB maranhense, é um dos citados pela PF na operação que desbaratou uma quadrilha que fraudava licitações para compra de ambulâncias.
Ronald Freitas
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Escrito por Época - 05/05/06 17:07:29
Diálogos comprometedores
Marcelo Cardoso Carvalho, assessor do senador Ney Suassuna preso pela PF na operação Sanguessuga, aparece em várias gravações telefônicas fazendo acertos com outros suspeitos. Em uma delas, conversa com o empresário Darci José Vendoin, um dos chefões do esquema, sobre o destino de uma liberação de uma verba no valor de R$ 5 milhões, que teria sido feita a pedido de Suassuna: “R$ 2 milhões vão para o Martins e outros R$ 3 milhões para o outro cara”. No relatório da PF não são identificados os dois beneficiários. O senador diz que não autorizou nada e também não sabe de quem se trata.

Em outra conversa, Carvalho cobra R$ 5 mil de propina para concluir um processo no Ministério da Saúde. Há também um diálogo em que o empresário Luiz Antônio Vedoin, apontado pela PF como outro chefão da quadrilha, diz que “Marcelo ou o próprio senador” vão pressionar o Ministério da Saúde para a liberação de dinheiro.
Andrei Meireles
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Escrito por Época - 05/05/06 17:22:24
Bons tempos

Os aniversários do deputado Ricart de Freitas (PTB-MT) e do assessor Marcelo Carvalho foram comemorados num festão numa casa do Lago Sul, área nobre de Brasília, há poucos dias. Carvalho está preso na Polícia Federal e o nome de Ricart aparece na lista de suspeitos na operação Sanguessuga.
Andrei Meireles
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