Escrito por Época - 04/05/06 11:28:53
De novo o Ronivon
Preso na manhã de hoje pela PF, o ex-deputado Ronivon Santiago (PP-AC) é o mesmo que renunciou ao mandato em 1996, acusado de ter vendido o voto em favor da emenda da reeleição por R$ 200 mil. Em 2002 voltou ao Congresso, mas foi cassado por abuso de poder econômico. Agora foi parar na cadeia por suspeita de pertencer a uma quadrilha que fraudou licitações para compra de ambulâncias. Entre 2002 e 2005 o bando teria movimentado R$ 110 milhões, segundo estimativas da PF.
Matheus Machado
Escrito por Época - 04/05/06 11:22:57
É só o começo
A operação da Polícia Federal que prendeu 38 pessoas envolvidas no esquema de fraude em licitações para compra de ambulâncias, na manhã de hoje, deveria ter acontecido há muito tempo. A demora deveu-se à falta de dinheiro para bancar as diárias dos agentes e o combustível de aviões e viaturas, por exemplo. A verba só foi liberada depois da aprovação do Orçamento da União. Com dinheiro em caixa a ordem é tirar as ordens de prisão da gaveta.
Matheus Machado
Escrito por Revista Época - 03/05/06 20:42:55
Os petrodólares de Chávez e o gás da Bolívia
A leitura de cláusulas do acordo da Alba, a contrafação bolivariana da Alca, dá pistas para entender as atitudes do presidente da Bolívia, Evo Morales, no contencioso com o Brasil em torno do gás. O acordo prevê generosas doações a fundo perdido da Venezuela para a Bolívia. Eis algumas delas: a criação de um fundo especial de 100 milhões de dólares para o financiamento de projetos produtivos e infra-estruturas associados a eles; a doação de 30 milhões de dólares para o atendimento de necessidades de caráter social; e a doação de asfalto e de uma fábrica de asfalto para a manutenção e construção de estradas. A tudo isso, a contrapartida exigida dos bolivianos será a transferência de experiência para a Venezuela no estudo dos povos indígenas. Vale lembrar: o acordo da Alba foi assinado em Havana por Chávez, Morales e Fidel Castro dois dias antes do decreto de nacionalização de bens da Petrobras pelo governo boliviano.
(Guilherme Evelin)