Escrito por Época - 17/04/06 15:54:12
Ainda no escuro

Alguém lembra dos ministros que Lula anunciou como interinos na reforma ministerial feita há quase três semanas? Continuam mais interinos do que nunca. Não foram confirmados no cargo, nem há qualquer decisão de chamar novos nomes. As conversas continuam, mas em ritmo lento. Parte é responsabilidade das complicadas conversas entre Lula e os aliados. Parte se deve mesmo à tradicional dificuldade do presidente para demitir e nomear.
Gustavo Krieger
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Escrito por Época - 17/04/06 16:04:24
A batalha pela classe média

Por mais que o governo se diga confortável com as pesquisas de opinião que mostram a liderança de Lula, há uma grande preocupação no Palácio do Planalto com o desencanto dos eleitores de classe média. Os ministros políticos avaliam que é muito arriscado basear as expectativas de reeleição apenas nos eleitores mais pobres e menos informados, onde se concentra hoje a força de Lula. Por mais fiéis que estes eleitores tenham se mostrado até agora, não há como prever o comportamento deles quando a campanha começar de fato, com os programas no rádio e televisão.
Lula quer recuperar parte dos votos da classe média. Sabe que para fazer isto terá de mudar a agenda do debate. Se a discussão for pautada pelas denúncias, ficará numa posição incômoda e defensiva. Quer puxar o debate para a economia. Neste esforço, já pediu aos petistas que evitem subir o tom da briga. Acredita que, quando mais abaixo da linha de cintura forem os golpes trocados, pior será para ele.
Gustavo Krieger
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Escrito por Época - 17/04/06 16:14:11
Mais prazo
O delegado Rodrigo Carneiro Gomes, que investiga a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, entrega quarta-feira à Justiça o relatório parcial do inquérito. Gomes confirma o indicamento do ex-ministro Antonio Palocci, do ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso e do jornalista Macelo Netto. O delegado pediu mais 30 dias para fechar a investigação.
Matheus Machado
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Escrito por Revista Época - 17/04/06 16:19:44
A CPI e o "presente" de Okamotto

A CPI dos Bingos, aquela onde a oposição faz o quer, vai investigar o depósito que o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, fez na conta corrente de um dos filhos do presidente Lula em 2003, no primeiro ano do governo. Na edição de ÉPOCA desta semana, Okamotto admitiu que “pode ser que tenha dado um presente a um filho de Lula”. Nota: o tal presente nada tem a ver com a dívida de campanha de Lurian Cordeiro da Silva, que Okamotto quitou em 2002.

(Thomas Traumann)
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Escrito por Época - 17/04/06 19:27:41
Aliança branca
O PPS de Blairo Maggi tem candidato a presidente da República, o deputado Roberto Freire. Mas o governador do Mato Grosso disse hoje, em Cuiabá, que votaria com prazer no tucano Geraldo Alckmin. Depois de ressaltar que vai seguir a decisão de seu partido, Maggi posou para fotos ao lado do ex-governador de São Paulo.
Ronald Freitas
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Escrito por Época - 18/04/06 11:19:38
Força

O novo ministro da Articulação Política, Tarso Genro, tornou-se o nome mais presente na agenda do presidente Lula.
Gustavo Krieger
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Escrito por Época - 18/04/06 11:27:01
Ele mesmo

Desde que Antonio Palocci caiu, surgiu uma curiosidade em Brasília. Quem assumiria a interlocução com os grandes empresários. A missão é estratégica em tempos eleitorais e especialmente diante das projetadas dificuldades de fazer caixa na campanha deste ano. O papel foi assumido pelo próprio Lula. Ele intensificou os contatos, dentro e fora da agenda oficial. Nas conversas, o tom principal é a garantia de que a economia vai continuar nos mesmos trilhos.
Gustavo Krieger
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