Escrito por Época - 12/04/06 13:14:12
Padrinhos desastrados

Quando Antonio Fernando de Souza foi indicado por Lula para a Procuradoria-Geral da República, dois orgulhosos advogados posavam em Brasília como patronos da escolha. O primeiro era o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O segundo o advogado Antonio Carlos de Alemida Castro, o Kakay, melhor amigo do ex-ministro José Dirceu. A unção de Antonio Fernando chegou a provocar brindes entusiasmados no restaurante Piantella, do qual Kakay é sócio. Desde a divulgação da denúncia do procurador contra os envolvidos no mensalão, os dois ex-padrinhos andam murchos....
Andrei Meireles
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Escrito por Época - 12/04/06 13:16:01
Ironia

O procurador Antonio Fernando destruiu a tese do caixa dois e crime eleitoral para o dinheiro do Valerioduto, construída com tanto carinho pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Leia no post abaixo como as relações entre os dois já foram mais amistosas.
Andrei Meireles
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Escrito por Época - 13/04/06 11:19:12
Repetência cara
A Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad), divulgada na quarta-feira pelo IBGE, revelou que um dos principais problemas da educação brasileira é a repetência escolar. O levantamento mostra que, no ensino fundamental, as crianças brasileiras se atrasam, em média, dois anos para concluir o primeiro grau. Na avaliação do Ph.D em Administração em Educação da Universidade de Michigan e especialista do Banco Mundial, Alberto Rodriguez, o problema tem de ser atacado. A taxa de repetência chega a 12% no Brasil, enquanto a média da América Latina é de 4,5%. O transtorno sai caro. Ele explica que até 35% dos investimentos no ensino fundamental sustentam a máquina da repetência. "O pior é que esse dinheiro não é revertido em melhoria do nível de ensino", comenta.

Rodriguez ressalta, também, que os investimentos no ensino fundamental estão acanhados e são desproporcionais. No Brasil, um aluno universitário recebe em investimento cerca de 12 vezes o que um aluno do primeiro grau. Na Coréia do Sul, que experimentou avanços consideráveis nas últimas décadas, um aluno do ensino fundamental recebe duas vezes o que um aluno universitário.
Murilo Ramos
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