Escrito por Época - 04/04/06 23:06:52
A versão de Palocci

Os advogados José Roberto Batochio e José Roberto Leal de Carvalho acabam de divulgar a versão do ex-ministro Antonio Palocci para a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Palocci contou à Polícia Federal durante um depoimento de aproximadamente três horas na casa do ministério da Fazenda, que ainda ocupa. Mas a história tem lacunas:

- Segundo Batochio, Palocci recebeu o extrato do caseiro das mãos do ex-presidente da Caixa Jorge Matoso, olhou os papéis e os guardou no escritório particular para examiná-los com mais atenção no dia seguinte. Não houve testemunhas da conversa. Num primeiro momento, Batochio disse que o ministro destruiu os papéis logo depois de examiná-los porque os extratos já tinham sido encaminhados ao COAF. Mais adiante, disse que os extratos só foram encaminhados ao COAF dois dias depois.

- O motivo oficial da visita de Matoso ao então ministro era tratar da abertura de escritórios da Caixa no Japão e nos EUA. Mas, diante dos extratos, não se falou disso. A conversa telefônica que Matoso e Palocci tiveram antes do encontro pessoal foi, segundo Batochio, para Matoso saber se podia ir à casa do chefe.

- Batochio sustenta a versão de seu cliente de que não houve crime de quebra de sigilo. Diz que na qualidade de presidente da Caixa, Matoso poderia levar os extratos do caseiro para seu superior. Diz ainda que competia a Matoso entregar a documentação ao COAF, o~´orgão do ministério da Fazenda que investiga movimentações bancárias suspeitas. Mas o advogado não sabe responder porque Palocci e Matoso foram demitidos se não houve crime. Se o ex-ministro contou essa versão ao presidente da República e Lula o demitiu, provavelmente não acreditou em Palocci.

- Os advogados, dois dos mais renomados e caros do país, recursaram-se a dizer quem vai pagar por seus serviços. Ríspido, José Roberto Leal respondeu à repórter do jornal Folha de S. Paulo que poderia ser o pai ou a mãe da jornalista.

- Batochio não gosta do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que entrou na mira da oposição ao governo Lula. Pode ser somente mais uma coincidência, mas Daniel Goldemberg, assessor de Bastos, estava na casa de Palocci na hora em que o ex-ministro recebeu o extrato. Segundo Batochio, Goldemberg estava lá a pedido de Palocci, que queria saber como transferir para a alçada do Supremo Tribunal Federal as investigação que correm contra ele na primeira instância, em Ribeirão Preto
Ronald Freitas
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Escrito por Época - 04/04/06 19:14:24
Na geladeira

Os homens de confiança do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Mauro Marcelo Silva estão encostados. Nenhum mais ocupa cargo de direção. O atual diretor do órgão, Paulo Buzanelli, também estabeleceu um gancho ao araponga Edgar Lange, o “Alemão”, o mesmo que prestou depoimento na CPI dos Correios no ano passado. Lange perdeu até a gratificação que tinha e está na geladeira.
Matheus Machado
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Escrito por Época - 04/04/06 16:48:54
Desidratado

Para quem duvida que o relatório alternativo do PT para a CPI dos Correios tenha sido pensado com o objetivo exclusivo de tirar gente da lista de acusados, vale uma continha. O texto petista tem 1098 páginas. São 730 a menos que o relatório original, do deputado Osmar Serraglio. Dá para cortar muitos nomes.
Matheus Leitão
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Escrito por Época - 04/04/06 14:38:43
Renda mínima
O tucano Marconi Perillo, que acaba de deixar o governo de Góias, vai percorrer o Brasil fazendo palestras antes de iniciar a campanha pela vaga de senador. Segundo seus assessores, o ex-governador precisa ganhar para sustentar a família.
Ronald Freitas
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Escrito por Época - 04/04/06 11:41:25
Tristeza
O ex-presidente do PT, José Genoíno, tem falado por telefone com líderes da oposição no Congresso. Conta que está deprimido com as denúncias que sofreu. Não é explícito, mas gostaria de ter tratamento mais leve na votação do relatório final da CPI dos Correios.
Andrei Meireles
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Escrito por Época - 04/04/06 11:38:56
Má companhia

Este é um daqueles apoios incômodos. Preso em julho de 2005 sob suspeita de envolvimento num esquema de fraude em licitações, o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (PSDB) vai subir no palanque de Geraldo Alckmin. Lucena é o candidato ao Senado na chapa do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato à reeleição.
Ronald Freitas
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