Escrito por Época - 30/03/06 11:33:02
Mal na foto Quem abre a página da NASA na internet
http://http://www.nasa.gov/externalflash/exp13_front/index.html visualiza dois astronautas: o americano Jeff Williams e o russo Pavel Vinogradov. Apesar de acompanhar os dois estrangeiros na missão espacial internacional 13 - cujo lançamento foi ontem no Casaquistão - o brasileiro Marcos Pontes não foi convidado para a foto oficial. A expedição de Pontes ao espaço custou ao governo brasileiro US$ 10 milhões.
Ana Paula Galli
Escrito por Época - 30/03/06 11:41:24
Futuro incerto
O PCdoB apresentou uma lista de demandas para integrar a chapa do presidente Lula à reeleição. São acordos regionais e a principal reivindicação é o apoio dos petistas à candidatura do ministro Agnelo Queiroz ao governo do Distrito Federal. O PSB foi convidado a fazer o mesmo, mas adiou. O partido está assustado com a montagem dos palanques regionais de Lula e procura uma brecha para escapar da coligação nacional. Prefere ficar livre para fazer seus acordos regionais.
Andrei Meireles
Escrito por Época - 30/03/06 15:30:40
Bola fora
Parlamentares governistas tentaram hoje um acordo com a oposição para aprovar o relatório de Osmar Serraglio na CPI dos Correios. Erraram no tom. Exigiram a retirada do termo "mensalão" e das acusações contra a Visanet. A proposta de paz foi recusada.
Matheus Machado
Escrito por Época - 30/03/06 16:56:58
Romaria
O gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu uma romaria de políticos do PMDB, todos de olho nas vagas que serão abertas com a reforma ministerial. O problema é que o presidente Lula ainda não chamou o PMDB para conversar sobre os cargos do partido. Um dia antes do fim do prazo, o clima é de nervosismo.
Andrei Meireles
Escrito por Época - 30/03/06 17:03:05
Vai você....
Anthony Garotinho telefonou para Germano Rigotto. Ofereceu-se para desistir da candidatura presidencial se o governador do Rio Grande do Sul quiser assumir o encargo. Educadamente, Rigotto recusou.
Andrei Meirelles
Escrito por Época - 30/03/06 17:04:24
Cansou
A alegação de Antonio Palocci para não comparecer amanhã ao depoimento na PF é stress.
Matheus Machado
Escrito por Época - 30/03/06 18:03:36
Não mesmo
Como antecipou este blog há uma semana, o governador do Acre, Jorge Viana, não quer nem ouvir falar de assumir algum ministério no governo Lula. "Vou ficar no meu cargo até o fim do mandato", disse ele agora a Época. Também confirmou que a conterrânea Marina Silva fica no Ministério do Meio Ambiente.
Andrei Meireles
Escrito por Época - 30/03/06 19:16:22
A lista dos novos mensaleiros
São duas folhas de computador, de 30cm por 45cm os papéis que estão tirando o sono do Congresso. É a tal "Lista de novos mensaleiros" da CPI dos Correios, da qual tanto se fala ou sussurra nos corredores da Câmara e Senado. Contém os nomes de 45 servidores do Congresso que estiveram na agência do Banco Rural onde era distribuído o dinheiro do valerioduto. Os técnicos da CPI fizeram um cruzamento e descobriram que houve saques em dinheiro ou operações entre empresas de Valério nas datas em que eles estiveram lá ou nos dias anteriores. O problema é que não há provas de que o dinheiro tenha sido embolsado por estes servidores, ou repassado aos parlamentares para quem trabalhavam. Pode ser apenas coincidência a presença deles na agência.
Como é impossível saber a verdade sem investigar a fundo, a CPI se limitará a repassar os dados ao Ministério Público. As pressões para que os nomes sejam divulgados é grande, mas o presidente da Comissão, senador Delcídio Amaral, e o relator, Osmar Serraglio, resistem.
Matheus Leitão
Escrito por Época - 30/03/06 19:17:39
Anti-ACM
A frente anti-ACM vingou. Em conversa com o presidente Lula na manhã de hoje, o ministro das Relações Institucionais, Jacques Wagner, acertou sua saída do cargo para disputar o governo da Bahia pela segunda vez. Pesou na decisão o apoio do prefeito de Salvador, João Henrique (PDT), segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto. Ele está atrás justamente do governador Paulo Souto (PFL), o candidato do senador Antonio Carlos Magalhães.
Eeito por uma frente de 15 partidos em 2002, João Henrique quer indicar seu pai, o ex-governador João Durval (PDT), como vice de Jacques. Durval só não será o vice se o PDT fizer alguma coligação em nível nacional que impeça a aliança formal na Bahia. Com ou sem acordo formal, João Henrique prometeu recompor a frente que o elegeu em torno do ministro.
Ronald Freitas
Escrito por Época - 30/03/06 19:20:27
Ah, o PMDB.....
O governador Germano Rigotto nega que tenha recebido uma oferta de Anthony Garotinho para assumir a candidatura presidencial do PMDB. Caciques do partido dizem que isto não apenas aconteceu, como Rigotto teria repassado a oferta a Nelson Jobim. Conhecendo o PMDB, todos devem ter razão...
Andrei Meireles
Escrito por Época - 30/03/06 20:37:55
A aliança (ainda) se mantém
A aliança entre Tasso Jereissati (PSDB) e Ciro Gomes (PSB) ainda se mantém. Reunidos hoje à tarde, em Brasília, com o governador do Ceará, Lúcio Alcântara, decidiram que Lúcio permanece no cargo. O candidato do grupo ao governo do Estado será definido mais adiante. Pelo andar da carruagem é difícil que seja Lúcio, que como não deixará o governo só poderá ser candidato à reeleição. Pode ser Cid Gomes, irmão de Ciro. Pode ser a jogada política mais ousada de Tasso desde que decidiu ser candidato ao governo do Ceará, em 1986, com apenas 2% nas pesquisas de intenção de voto. É pouco provável que Geraldo Alckmin não tenha um palanque tucano no Ceará. É no mínimo desconfortável Alckmin subir num palanque de Cid Gomes, ao lado de Ciro. Os dois se respeitam, mas Ciro foi um dos mais ardorosos defensores do governo Lula. Tasso pode ter dado a senha para lançar um terceiro nome.
Ronald Freitas
Escrito por Época - 31/03/06 10:11:26
O presidente e seu labirinto
O presidente Lula começa hoje a última fase de seu mandato e começa se sentindo solitário. A crise do mensalão tirou do presidente não apenas seus principais articuladores, como José Dirceu e Antonio Palocci, mas também seus principais interlocutores. Além disto, outros amigos deixaram o Palácio do Planalto por motivos diversos, como Frei Betto ou o jornalista Ricardo Kotscho. Na noite de quinta-feira, Lula queixou-se com um assessor da falta de intimidade com alguns dos novos ministros que nomeará hoje. São, em sua maioria, secretários-executivos que estão sendo promovidos. Gente que chama Lula de senhor e só o conhece de reuniões formais. O presidente precisa de intimidade com a equipe para ter confiança e isto hoje é artigo em falta no Palácio do Planalto.
Este foi um dos motivos que o levou a insistir tanto para que o amigo Jaques Wagner e o conselheiro Ciro Gomes permanecessem na equipe, mas os dois preferiram investir em projetos políticos locais. Lula tentou ainda trazer o governador do Acre, Jorge Viana, ou o prefeito de Aracaju, Marcelo Deda, dois dos petistas com os quais consegue se abrir. Nenhum deles veio.
Foi para minimizar esta solidão que Lula fez as duas escolhas realmente importantes desta nova rodada de nomeações: Guido Mantega para a Fazenda e Tarso Genro para a Articulação Política. O primeiro é um velho amigo e durante anos foi quase um assessor pessoal. O segundo é um veterano militante petista e compreende bem a cabeça do presidente.
Neste quadro, cresce a importância do grupo palaciano. Gente como os assessores Gilberto Carvalho e Clara Ant, além da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Os dois primeiros estão na antesala de Lula e são chamados quando ele precisa desabafar. Dilma entra no gabinete presidencial cinco ou seis vezes por dia. Na maior parte das vezes, para discutir assuntos de governo. Mas a proximidade e a confiança criaram um elo entre eles. Outro ministro palaciano, Luiz Dulci, enquadra-se entre os amigos de Lula que restaram no governo.
A solidão é tanta que Lula voltou a falar com freqüência ao telefone com Zé Dirceu, de quem andava afastado.
Gustavo Krieger