Escrito por Época - 29/03/06 12:05:14
Mistério

O longo almoço com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ontem, não foi suficiente para resolver o futuro político do governador do Ceará, Lúcio Alcântara. Depois de uma vitória apertadíssima em 2002, Lúcio quer ser candidato à reeleição. Os tucanos cearenses, porém, não têm tanta certeza quanto às suas chances no embate com Cid Gomes (PSB), irmão do ministro Ciro e o preferido do presidente Lula. Por enquanto, a única certeza é que o PSDB terá candidato próprio no Estado. Não há possibilidade de Tasso deixar o tucano Geraldo Alckmin sem palanque justamente na terra do presidente nacional do PSDB.
Ronald Freitas
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Escrito por Época - 29/03/06 12:08:46
Barulho

Dentro do PT e do governo, a maior preocupação não é com o que o novo ministro da Fazenda, Guido Mantega pode fazer, até porque ele terá pouco espaço para aventuras. A grande preocupação é com o que ele pode dizer. Mantega é conhecido pela linha solta e no novo cargo suas opiniões terão muito mais repercussão. Vários petistas já pediram a ele moderação no discurso. O primeiro incidente foi com a entrevista na qual ele não garantiu a permanência do presidente do Banco Central. Henrique Meirelles ficou furioso e foi necessária a ação de bombeiros do Congresso e do Planalto para convence-lo a ficar.
Andrei Meireles
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Escrito por Época - 29/03/06 12:30:50
Atraso

A leitura do relatório final da CPI dos Correios vai atrasar. Inicialmente marcado para as 12h, a leitura só acontecerá quando o senador Delcídio Amaral, presidente da Comissão, liberar o relatório que ainda está na gráfica. Isso só deve acontecer às 13h, uma hora depois do previsto. O relator Osmar Serraglio vai pedir o indiciamento de 19 parlamentares descobertos no escândalo do mensalão - inclusive dos que já foram absolvidos pelo plenário da Câmara - e citará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A leitura não vai trazer a temida lista de novos mensaleiros. Mas a CPI pode apresentar alguns novos nomes até a votação do relatório que acontecerá na semana que vem.
Matheus Leitão
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Escrito por Época - 29/03/06 14:28:23
Gastos altos
Nas conversas reservadas que teve logo após anunciar sua saída do cargo, o ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy mostrou pessimismo com o aumento da gastança no governo. O superávit primário do primeiros meses do ano, segundo ele, está baixo, pouco acima da meta de 4,25%. Geralmente a economia para pagar juros é potencializada nos primeiros meses para se ter folga nos últimos. "Encurtaram o ano", diz. Com a saída de Levy, que era considerado o ferrolho do cofre, a tendência é este quadro se agravar.
Murilo Ramos
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Escrito por Época - 29/03/06 15:22:39
Olho grande...

Tem muita gente no PSDB apostando que José Serra vai se lançar candidato a governador de olho em um prêmio maior. A candidatura presidencial. Se até a convenção tucana, em junho, Geraldo Alckmin não decolar e Serra estiver muito bem nas pesquisas, a chapa poderia sofrer uma mudança. Serra, claro, nega.
Andrei Meireles
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Escrito por Época - 29/03/06 15:42:49
Aliança

Os promotores que investigam irregularidades na gestão de Antonio Palocci em Ribeirão Preto desembarcaram no Congresso e foram direto para a sala da CPI dos Bingos. Vão unir forças.
Andrei Meireles
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Escrito por Época - 29/03/06 18:32:52
Teste
O especialista em contas públicas Raul Velloso afirma que a gestão de Guido Mantega frente ao Ministério da Fazenda começará a ser avaliada para valer em maio. Na oportunidade serão divulgados os resultados econômicos de abril, primeiro mês cheio de Mantega no Ministério. Uma das preocupações dos economistas será o ritmo dos gastos públicos, que têm crescido nos últimos meses. Velloso destaca, no entanto, que os primeiros sinais do estilo do novo ministro serão emitidos antes, com a escolha dos comandantes da Secretaria Executiva e do Tesouro Nacional e a partir da decisão da TJLP na sexta-feira. Até semana passada, como presidente do BNDES, ele dizia que era possível derrubar a taxa, que serve como parâmetro para empréstimos do banco estatal.
Murilo Ramos
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