Escrito por Gustavo - 23/03/06 14:57:46
Longe de casa
Absolvido pelo plenário da Câmara na noite de ontem por apenas 15 votos, o deputado Wanderval Santos (PL) agora será candidato por Rondônia, para onde transferiu o domicílio eleitoral assim que se descobriu que ele recebeu R$ 150 mil do valerioduto. O mandato atual foi conquistado por São Paulo.
(Ronald Freitas)
Escrito por Revista Época - 23/03/06 16:03:27
Prejuízo de R$ 20 bilhões
Um estudo inédito, feito pelo Ministério do Meio Ambiente, revela quanto dinheiro é queimado quando os fazendeiros desmatam a Amazônia para plantar capim. Os pesquisadores usaram as imagens de satélite que mediram o desmatamento de 2004. Naquele ano, a floresta derrubada era o equivalente a 210 milhões de metros cúbicos de madeira. Desse total, apenas 17 milhões saíram de desmatamentos legais e de manejo florestal. Os outros 193 milhões de metros cúbicos foram derrubados sem autorização.
E isso não foi nem bem aproveitado. De acordo com o diretor do Programa Nacional de Florestas do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, do montate extraído da Amazônia, apenas 39,4 milhões de metros cúbicos foram consumidos (18,7%). A diferença, 170,6 milhões, foi desperdiçada. A madeira apodreceu no chão ou foi consumida nas queimadas.
Azevedo calculou que o desperdício de madeira na Amazônia, em virtude da falta de manejo florestal, custou ao país cerca de R$ 20 bilhões. Na avaliação de Azevedo, a madeira desperdiçada teria, de forma sustentada, potencial para ser utilizada em serrarias ou na produção de energia, se virasse carvão. "O desmatamento ilegal não representa apenas um enorme prejuízo ambiental, mas um tremendo desperdício de nosso capital natural", afirma. Ainda de acordo com o secretário, caso o volume desperdiçado fosse negociado dentro da legalidade poderia gerar R$ 4,8 bilhões em impostos ao País.
(Murilo Ramos e Matheus Machado)
Escrito por Revista Época - 23/03/06 16:23:31
UTI de bebês na UTI
A assistência pública a bebês nascidos prematuramente no Rio de Janeiro está em risco por causa de um jogo de empurra entre o Estado e municípios. Em 2000, a Secretaria de Saúde do Estado fez uma parceria com hospitais privados para prestar essa assistência. Pelo acordo, o Estado entraria com o dinheiro e os hospitais privados entrariam com os leitos de UTIs particulares. O governo estadual não anda, porém, fazendo sua parte. "A Secretaria de Saúde do estado deve R$ 10 milhões aos hospitais. No começo eram 75 leitos, hoje são 30. Se continuar assim, o acordo será enterrado", diz Adriano Londres, presidente do Sindhrio, entidade que representa hospitais privados da cidade do Rio de Janeiro. A secretaria estadual diz que a culpa é dos municípios, que seriam responsáveis pelo repasse de 50% do valor do acordo ao Estado, mas estariam inadimplentes. Enquanto Estado e municípios brigam para ver de quem é a culpa, há quinze recém-nascidos prematuros na fila de espera por uma vaga em UTI.
(Flávio Machado)
Escrito por Gustavo - 24/03/06 09:27:52
Investigação
Quatro homens engravatados chegaram à sede da Polícia Federal logo depois das 8 horas da manhã de hoje. Dois deles são advogados da Caixa Econômica Federal. Outro é Marco Cezar Cazalli, presidente da Comissão de Sindicância interna que investiga a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo. O quarto homem é Delfino Natal de Souza, gerente de segurança de informação da Caixa e um especialista nos sistemas de informática do banco. Estão reunidos com o delegado Rodrigo Carneiro Gomes, encarregado do inquérito sobre a quebra de sigilo. Vão ajudar a entender como foi feita a fraude.
Ontem, a Caixa entregou à PF a identificação do computador de onde foram emitidos os extratos de Francenildo e identificou os dois funcionários que operavam a máquina. Um deles já foi intimado e deve depor hoje à tarde.
(Matheus Machado)
Escrito por Revista Época - 24/03/06 09:54:46
O PT veta Portugal
A situação de Antonio Palocci é tão insegura que a bancada petista passou a falar abertamente mal de Murilo Portugal, o secretário-geral do Ministério da Fazenda e favorito do mercado para ser o novo ministro.
(Thomas Traumann)