Escrito por Gustavo - 20/03/06 11:06:04
O PMDB está onde sempre esteve.
Foi um espetáculo ainda pior do que o previsto. As "prévias" do PMDB foram tumultuadas por uma guerra de liminares, boicote dos líderes governistas e um critério de votação tão confuso que, depois de encerrada a apuracão, foram necessárias três horas de conversa para definir quem havia ganho. Olhando de fora, fica mais fácil dar este resultado: todo mundo perdeu. Perderam os governistas, que terão de conviver ao menos por algum tempo com o fantasma da candidatura de Anthony Garotinho, o "vencedor" das prévias. Perdeu o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, candidato mais votado, mas que perdeu pelo critério que dava peso maior ao voto dos militantes de alguns estados. Perdeu Garotinho, porque ninguém acredita que ele consiga unir o partido e ser escolhido candidato na convenção de junho. E perdeu a direção do PMDB, liderada pelo presidente Michel Temer, que criou este confuso sistema de apuração.
Seria de se esperar que todos aprendessem alguma coisa e mudassem seu jeito de fazer política. Que nada. Tudo continuará como antes. Os caciques do PMDB aprenderam a se mover neste confuso ambiente de indefinições. Foi assim que eles conseguiram ser aliados de todos os governos desde a redemocratização do país. E ser oposição a todos eles também.
É quase impossível que Garotinho seja candidato. Especialmente porque o Supremo Tribunal Federal vai manter a exigência da verticalização nas coligações. Se tiver candidato próprio, o PMDB não poderá fechar alianças nos estados. E é a eleição estadual que interessa ao partido, que conta com muitos candidatos viáveis a governador.
Assim, cada líder do partido poderá apoiar o candidato que desejar a presidente. Uma parte estará no palanque de Lula e outra no de Alckmin. No final das contas, uma ala estará no governo.
O PMDB continua onde sempre esteve. Em todos os lugares. E próximo ao poder.
Gustavo Krieger
Escrito por Revista Época - 17/03/06 22:24:42
Caseiro reafirma que dinheiro veio de seu suposto pai biológico
O caseiro Francenildo dos Santos Costa acaba de negar em entrevista à imprensa que tenha recebido dinheiro para dizer que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, frequentava a “casa do lobby”. Francenildo reconheceu os depósitos em sua conta, revelados em primeira mão pelo Blog Brasil de Época, mas disse que os valores foram depositados por seu suposto pai biológico, o empresário Eurípedes Soares da Silva. Segundo o caseiro, o dinheiro faz parte de um acordo pelo qual ele abriria mão de solicitar na Justiça o reconhecimento da paternidade. Em um encontro no Piauí, em dezembro, Francenildo e Eurípedes teriam feito o acerto. “Ele me disse que não poderia me reconhecer porque tinha medo que a família o abandonasse caso soubesse que ele tinha tido um filho fora do casamento”, afirmou.
O caseiro disse estranhar que seu sigilo bancário tenha sido quebrado e lembrou do depoimento que deu à Polícia Federal no dia anterior. “Eles viram que eu tinha conta em banco e pediram o meu cartão. Só devolveram 20 minutos depois”, afirmou. “Por que não pegam o cartão do chefe (Palocci) e tiram o extrato? Essa sacanagem só fazem comigo”, disse. Seu advogado, Wlício Chaveiro Nascimento, informou que agora entrará com o pedido de reconhecimento de paternidade para provar que o cliente diz a verdade. Francenildo voltou a confirmar tudo o que dissera à CPI dos Bingos e garantiu que o ministro esteve na tal “casa do lobby”.